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Urcamp confirma retomada dos atendimentos do Hospital Universitário de Bagé

Um dia após ser divulgado – pela FOLHA do SUL – o novo contrato firmado entre o governo do Rio Grande do Sul e a Fundação Attila Taborda (Fat) para a prestação de atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Hospital Universitário (HU) Doutor Mário Araújo, a mantenedora da instituição hospitalar se manifestou ontem.

Em nota oficial emitida pela assessoria de comunicação da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), foi exposto que o acordo representa o primeiro passo para garantir a retomada dos atendimentos do HU.

A reitora da Urcamp, Lia Maria Herzer Quintana, que cumpre agenda no Canadá, onde representa o Consórcio das Universidades Gaúchas no MBA de Gestão e Inovação, comemorou a assinatura da recontratualização. Para ela, o acerto representa o resultado de um esforço mantido diariamente, desde o início de julho, quando, “por absoluta falta de condições financeiras para manter-se, a universidade suspendeu o atendimento do HU”.

Lia, aliás, comentou a respeito do valor do novo contrato. Lembrou que o montante acertado não chegou ao almejado no início das negociações, quando a universidade pedia o reajuste dos repasses mensais – que eram de R$ 323 mil para algo em torno de R$ 700 mil. “Ao longo das negociações para viabilizar o atendimento do HU, percebeu-se que uma proposta intermediária aliada a um plano operativo capaz de otimizar os serviços prestados poderia ser mais viável para todos”, ponderou ela ao justificar a contratação de uma empresa de auditoria liderada pelos médicos Henry Ribeiro Ritta e Rafael Camargo Ribeiro, que trabalha há três meses para elaborar um plano de viabilidade, que compreende a readequação dos serviços e redução do quadro.

Ou seja, no entendimento da reitora, chegou-se à conclusão de que o valor anunciado pelo governo estadual, que compromete repasses mensais de R$ 357 mil, mais um projeto de redução de leitos do SUS – o que foi feito -, seria a alternativa para o momento. “Nós vamos deixar o HU do tamanho e com o orçamento que tenhamos condições de gerenciar com eficiência. E tudo isso sem reduzir a qualidade dos atendimentos, principalmente no que concerne ao compromisso com o Sistema Único de Saúde”, garantiu Lia.

A base do novo plano, conforme nota da Urcamp, foi inspirada em medidas de saneamento financeiro aplicadas à própria universidade, que vinha de um endividamento histórico e de compromissos que chegaram a quatro meses de folha em atraso para uma situação de regularidade vivenciada, atualmente, pelo seu quadro funcional.

Mobilização
A manifestação da reitoria da Urcamp frisou, ainda, reconhecer que somente o repasse comprometido pelo Estado não deve ser encarado como a única alternativa do HU. Além do novo plano de gestão, que adapta a administração do hospital para viabilizar a adesão de mais convênios que financiem os serviços do SUS, será preciso que toda a mobilização política tornada pública até agora se concretize no futuro do hospital.

Como os repasses são considerados, pela gestão da Urcamp, como o primeiro passo no processo de retomada, o que servirá para que os serviços sejam assumidos em seu caráter emergencial e necessário, será preciso garantir outras fontes de receita.

“Para dar prosseguimento a um plano que aumente com qualidade o número de atendimentos e que assegure a estabilidade do HU, será preciso um aporte de recursos permanente do município, um auxílio presente da União, seja pelo governo, seja por emendas de deputados federais e um apoio significativo de entidades sociais que trabalhem em benefício da saúde na região”, defendeu a reitora.

Por fim, Lia ressaltou creditar “que, uma vez já tendo aprovado um acordo favorável entre Estado e FAT, sem prejuízos para oferta de atendimentos tão necessários para a população, as demais categorias verão nossa proposta como viável e urgente”.

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