
Já em 1925, ao se ver encurralado com os seus cem homens pelos mais de mil inimigos, o comandante não teve dúvidas: rendeu-se para salvar seus seguidores e garantir-lhes a vida.
Flores da Cunha, comandante das forças que por muito tempo tentaram derrotá-lo, no fundo, guardava pelo guerreiro uma profunda admiração e escreveu depois do episódio em que recebeu a rendição de Honório Lemes: “Honório estava esperando a faca e eu o abracei.
Honório arrancou do revólver e do espadim para entregá-los a mim, o que não aceitei e disse-lhe:
‘Guarde as suas armas, general, um homem como o senhor não deve andar desarmado’.
E abraçamo-nos e os olhos de Honório umedeceram.
Falou-me então:
‘Como quer que eu lhe chame?
De doutor ou de general?’
E respondi-lhe: ‘Sou bacharel em Direito.
Pode me chamar de doutor, se quiser!’.
‘Está certo’, disse-me Honório, ‘porque general até um índio rude e grosso como eu pode ser’”.
Fonte: Prof. Beraldo Figueiredo