Qwerty e o Dia Mundial da Notícia
Entre os desafios da reportagem e o reconhecimento do público, prevalece a divulgação da verdade

O Dia Mundial da Notícia traz algumas reflexões sobre o papel da imprensa na sociedade moderna. Pressionado pelas exigências imediatistas, o jornalismo contemporâneo precisa encontrar o ponto de equilíbrio entre o anseio da população, que quer saber de tudo e de forma cada vez mais rápida, e a necessidade de produzir um material que tenha efetivamente um conteúdo, que construa algo na vida das pessoas.
Com o advento da internet e dos smartphones, deu-se um fenômeno onde qualquer pessoa com um celular na mão se transforma em repórter, exigindo que aqueles que se dedicam profissionalmente a atividade dispendam mais energia para fazer do jornalismo, cada vez mais uma atividade séria.
Nós jornalistas temos um papel fundamental em todo o processo democrático. Investigamos, denunciamos, expomos a verdade e desmascaramos a mentira. Seja, em redações, nas ruas, nas guerras, nas pandemias, nós deixamos o conforto do lar, o convívio dos entes queridos para estar onde as coisas acontecem, para registrar nas páginas da história a trajetória de nossa gente.
Seja em eventos festivos ou em coberturas policiais, seja com tempo bom ou em frias e chuvosas madrugadas, estamos lá, verificando presencialmente, checando a veracidade de informações, investigando, perguntando, para que o leitor, o ouvinte, o expectador receba onde estiver, a notícia que contenha a verdade acima de tudo.
Muitas vezes rindo, outras chorando, nós estamos 24h por dia, literalmente ligados em tudo o que está acontecendo ou pode acontecer, afinal, a notícia não tem hora nem lugar.
Ora aplaudidos, ora vaiados, recebemos o reconhecimento em um dia, para no outro, sermos julgados. Não será demais dizer que fazer jornalismo é dar a cara a bater, porque a sociedade sempre espera que nos posicionemos, que falemos algo sobre os fatos que se destacam e uma vez que, embora reflita a verdade, mas contrarie os interesses de alguns, recebemos a chancela de parciais e de tendenciosos.
Falamos sobre tudo aquilo que é relevante para a sociedade, desde política, economia, cultura, ciência e religião até comportamento, meio ambiente e esporte. Noticiando ou nos posicionando, é através da imprensa que as pessoas ficam sabendo do que ocorre a sua volta. Imagine se não houvesse repórteres para denunciar as injustiças e os crimes ou simplesmente dizer se vai chover ou fazer sol? Certamente o mundo não teria a configuração que vemos hoje.
O jornalismo, por ter como compromisso maior a verdade, faz com que muitas vezes amizades sejam perdidas ou abaladas. Não raro precisamos fotografar, filmar e noticiar fatos onde conhecidos ou pessoas próximas estão envolvidos. Embora o dilema exista, o bem comum deve prevalecer, mesmo que isso signifique prejuízos ao profissional, e em uma cidade pequena como Dom Pedrito, frequentemente nos deparamos com situações assim.
Mas a tarefa é essa. O trabalho precisar ser feito. A história precisa ser contada e a verdade tem de prevalecer. No Dia Mundial da Notícia, agradecemos a todos que fazem parte do jornalismo – chefes, editores, pauteiros, cinegrafistas, fotógrafos e jornalistas. Sem esquecer das fontes que são sagradas e do público, razão final de todo o processo jornalístico.