Operação Controle prende quatro pessoas por tráfico de drogas em Bagé

Foi deflagrada, ontem, após uma investigação de dois meses, a operação Controle, realizada pelas Delegacias Especializadas em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrecs) de Bagé e Pelotas, com apoio da Polícia Rodoviária Federal. Na ação, cuja meta foi combater o tráfico de drogas, foram presos Maria Berenice de Araújo Silveira, de 51 anos, Jéferson Pedro de Araújo Silveira, de 49, Juliane Beatriz Marques Silveira, de 22, e Juliano Silveira dos Santos, 18.
Com os detidos, foram apreendidos um total de quatro quilos de crack, 10 quilos de maconha, um quilo de cocaína (100% colombiana), dois carros, R$ 1,3 mil em dinheiro e três armas de fogo. Conforme o delegado responsável por comandar a operação, Cristiano Ritta, da Defrec de Bagé, disse que somente os entorpecentes têm valor estimado, para venda, de R$ 500 mil.
Atuações
Ritta explicou, à imprensa, que a operação de ontem foi realizada em decorrência da prisão de Ânderson Rivas Pereira, conhecido como “Palito”, de 33 anos, no dia 29 de abril, durante a operação Lenhador. “Após essa prisão e de outros investigados, a família (os quatro) presa hoje estava aliciando todos os ‘pontos’ de comercialização de drogas de Bagé, que eram abastecidos pela organização do ‘Palito’”, ressaltou.
O delegado, aliás, destacou que uma denúncia os levou até a BR-293, próximo a Candiota, onde foi encontrado Jéferson, no veículo Gol, com 10 quilos de maconha e 250 gramas de crack. “Após, fomos até a residência desse acusado, na rua principal do bairro Stand, em Bagé e a filha dele, Juliane, estava com mais crack, um pouco de cocaína e três armas”, completou.
Na sequência, a Defrec de Pelotas, conforme contou Ritta, prendeu Maria Berenice e Juliano dos Santos, mãe e filho, que estavam em outro veículo, em Capão do Leão, com um quilo de cocaína (100% colombiana) e quatro quilos de crack. “Esses entorpecentes, provavelmente, vinham da região Metropolitana, mas a cocaína, que é a mesma que era comercializada pela organização do “Palito”, pode ter vindo de outros países, ainda estamos investigando”, complementou.
Maior do ano
Ritta garantiu que o montante de entorpecentes constatados ontem representam a maior apreensão de drogas do ano feita pela Defrec local, isso no quesito de valor. “O crack renderia cerca de 46 mil pedrinhas para venda, ou seja, poderia abastecer mais de quatro mil pontos, se cada um tiver cerca de 10 pedras. O objetivo das delegacias especializadas é prender os fornecedores dos traficantes, e, nessas duas últimas prisões, das operações Lenhador e Controle, conseguimos tirar dois grupos importantes que vendem no ‘atacado’”, comemorou o delegado.
Folha do Sul