- DestaquesVARIEDADES

O frio que encanta, também judia

Entre a beleza que a natureza oferece nessa gelada época do ano e as necessidades humanas diante do frio, nem sempre encontramos o equilíbrio necessário. Eu mesmo fazia parte dos que bendiziam o inverno em detrimento daqueles calorões de 40° C do nosso verão. A bem da verdade, vivemos em uma região de oito ou 80 – verões escaldantes e invernos congelantes. Hoje penso também nas dificuldades que os dois extremos causam. No caso presente, temos esses dias frios que são intercalados por outros mais amenos, e que são ora úmidos, ora chuvosos e assim por diante.

A maioria de nós consegue passar por este período sem maiores desafios. Como bons brasileiros, conseguimos ver o lado positivo de todas as coisas – O aconchego do lar, uma lareira, um fogão à lenha ou aquecedor, comidas quentinhas e calóricas para aquecer e dar energia. Mas nem para todo mundo é assim. Existem irmãos pedritenses que nas regiões periféricas enfrentam dificuldades bem grandes, famílias beirando a linha da miséria que com uma renda escassa precisam literalmente escolher qual prioridade atender – vestir os filhos, aquecê-los à noite ou comprar gás e mantimentos para alimentá-los convenientemente? Pagar a energia elétrica, a água, o aluguel também são outros desafios que entram nessa conta que faz o dia a dia no inverno gaúcho ser mais desafiador.

A estação mais fria do ano é muito boa, o verão também é, mas quando lembro que existem pessoas que veem nos extremos dessas estações, momentos de dificuldade, penso que o ideal seria se todos pudessem aproveitar o que cada uma tem de melhor. Enquanto isso, auxiliar a quem mais precisa, atender ao chamamento das campanhas em prol dos mais necessitados, é obrigação de todos nós que, mesmo sem muitas posses, pode em algum momento estender a mão.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo
×

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios