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Maria de Lourdes – a mulher que fez o bolo dos 100 anos de Dom Pedrito

Nos 150 anos da Capital da Paz, encontramos quem ajudou a adoçar o centenário do município

O nome dela é Maria de Lourdes Silveira Costa, de 83 anos, a maioria deles fazendo bolos e frios para importantes personalidades pedritenses e eventos dos mais variados, de festas particulares a grandes festas de casamento.

Ela nos recebeu em sua casa e apesar de atualmente precisar do auxílio de uma cadeira de rodas por conta de dificuldades de locomoção, o semblante vívido e as expressões repletas de vitalidade transmitiam emoção quando começou a relembrar sua participação na produção do bolo do centenário de Dom Pedrito, há 50 anos.

Natural de São Sepé, veio para o município junto do marido Leoni Correa Costa, conhecido por “Bruxo”, que foi trabalhar na granja do senhor Elói Frantz em nove de setembro de 1964. Maria que já tinha seus cinco filhos precisou ficar na cidade porque o mais velho já estava em idade escolar.

Sobre o bolo.

Maria conta que o bolo foi montado na Escola Profissional de Dom Pedrito, instituição que funcionava onde hoje é a Escola Municipal de Educação Infantil Maria Francisca. A confeiteira revela que começou a trabalhar no local em 1º de agosto de 1969, como auxiliar de serviços gerais. O educandário oferecia cursos como Arte Culinária, bordado, tricô, crochê, corte e costura. Foi com esse trabalho, aliado ao do esposo, que ela criou os cinco filhos com coragem e dedicação.

Não ficou claro quem fez a encomenda do bolo, mas muito provavelmente foi por parte da administração municipal e segundo Maria, ela e as outras confeiteiras levaram cerca de três dias para montar, desde as massas, recheios de ameixa, coco, leite condensado até a cobertura, tudo feito a mão, sem batedeira. Tinha quatro andares e as 100 velinhas, é claro.

Na foto, que faz parte do álbum do Centenário de Dom Pedrito, confeccionado pelas alunas e professoras da Escola do Horto, e que pertence ao acervo do Museu Paulo Firpo, o bolo aparece no interior de um clube. Não foi possível confirmar em qual deles, mas supõe-se que tenha sido no Comercial ou no Dom Pedrito Country Clube, onde ocorreram diversas festividades naquele ano. Ao fundo, em destaque, o prefeito da época Crispim Chaves da Cruz e sua esposa Ubaldina. À direita da foto, Juventino Correa de Moura.

O trabalho como confeiteira

Foram onze anos na escola profissional e depois que a instituição fechou, passou a desempenhar suas funções por mais 26 anos no chamado Centro de Merenda que de acordo com Maria, atendia Estado e município, depois por mais três na Escola Dulce da Fonte Abreu. Quando completou 70 anos, a aposentadoria compulsória chegou.

Concomitante às atividades no Estado, onde era lotada, Maria seguiu trabalhando e ficou conhecida por ser uma cozinheira de mão cheia, tanto que era requisitada para fazer Buffets de grandes festas como casamentos, 15 anos e tantos outros. Parou definitivamente há sete anos por problemas de saúde, mas enquanto trabalhava, chegava a fazer 11 mil frios em épocas de final de ano, como confirmam as planilhas feitas a mão pelo filho Cledson.

E aí, gostou de conhecer essa história? Colabore com sugestões de pautas para Qwerty Portal de Notícias através do número (53) 99927 7601.

Colaboram com esta matéria o Professor Adilson Nunes de Oliveira, Museólogo e diretor do Museu Paulo Firpo; Acervo do Museu Paulo Firpo.

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