Governo estuda ampliar vacinação contra a febre amarela para todo o país; RS registra primeiro caso

O Ministério da Saúde vai discutir com estados e organismos internacionais a possibilidade de ampliar a vacinação de febre amarela para todo o país, ainda neste ano, por conta da circulação do vírus em novas áreas. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou a proposta nesta terça-feira (22), em Brasília, durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite.
A sugestão será também discutida com organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Ao apresentar a proposta, o ministro defendeu que a estratégia de vacinar toda a população deve ser feita de forma gradual, de acordo com as possibilidades dos estados. Segundo ele, se a ampliação for definida, haverá uma programação de vacinação para cada estado.
Atualmente, alguns estados do Nordeste e áreas do Sul e Sudeste do país não fazem parte das áreas de recomendação de vacina, por não apresentarem circulação do vírus.
Vacinação pode atingir 34 milhões de pessoas
Nestes locais devem ser vacinados, aproximadamente, 34 milhões de pessoas, sendo 11 milhões nas regiões Sul e Sudeste, além de 23 milhões no Nordeste.
Agora, o ministério estuda incluir todos os estados do país como Área Com Recomendação de Vacinação. O Ministério da Saúde aguarda o funcionamento da nova fábrica da Libbs Farmacêutica, em São Paulo, que poderá produzir mais 4 milhões de vacinas por mês.
Entre 1º julho de 2017 e 20 de fevereiro deste ano, foram confirmados 545 casos de febre amarela no país, com 164 óbitos. Ao todo, foram notificados 1.773 casos suspeitos, sendo que 685 foram descartados e 422 permanecem em investigação.
RS registra primeiro caso
A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado. Trata-se de um fotógrafo de 27 anos, de Jaguarão, que contraiu a doença durante viagem a trabalho realizada em janeiro para o estado de Minas Gerais. Quando retornou, ele já apresentava os sintomas. Ele está internado em Pelotas e o quadro é estável. Não foram encontrados focos do Aedes aegypti – mosquito transmissor – na residência ou no trabalho do rapaz.
Agência Brasil