
Neste final de semana uma briga na saída de uma festa realizada no Dom Pedrito Country Clube, tomou conta das rodas de conversa em Dom Pedrito. O fato que foi compartilhado por mensagens de WhatsApp à exaustão ganhou mais notoriedade após a publicação feita nas redes sociais do Portal Mais Dom Pedrito. E teve comentários e posicionamentos de todo o tipo – desde os que questionaram o fato de ter acontecido a 50 metros do quartel da Brigada Militar, até o de ter sido uma briga “limpa”, na mão e somente entre dois homens.
Sem entrar no mérito da rinha ou em discursos do politicamente correto, o fato é que ao analisar as imagens, pode-se perceber que a grande maioria das pessoas presentes, em sua maior parte jovens, visto que a festa era promovida pelo 3º ano de uma escola local, estava apreciando a luta. E aqui não entram julgamentos. É uma característica humana ainda presente na sociedade atual, que se entretém com situações desse tipo, basta ver o sucesso dos esportes como MMA e outros afins.
É certo que as brigas sempre existiram, desde aquelas que ocorrem nas saídas de escolas, passando por bailes gaúchos, coisa que está, inclusive, incrustrada em nossa cultura regional, presente em músicas e poesias, onde ser macho (no sentido de valentia e virilidade) é algo bonito e até valorizado, indo até as festas populares, em que vez por outra uma confusão acontece.
Mas é preciso considerar que não somos, nem precisamos ser mais como aqueles indivíduos que desbravaram nossas terras a ponta de lança e casco de cavalo, parafraseando o cancioneiro gaúcho. Evoluímos. E se o desfecho daquela briga tivesse sido fatal, como já ocorreu recentemente, estaríamos agora lamentando a morte de um jovem e as lágrimas de uma ou mais famílias.
Brigas não são nem devem ser consideradas normais. Riscos são gerados para os envolvidos e para a plateia. É em situações como estas que vez por outra uma faca ou uma arma de fogo é sacada e daí em diante ninguém sabe o que pode acontecer. É em ocasiões como a do final de semana que as brigas se tornam generalizadas e até quem não está envolvido acaba se machucando.
E não se duvide que o caso caminhe para uma investigação policial