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Exposição ‘História, Sociedade e Trabalho’ marca a abertura das comemorações do 55º aniversário do Museu Paulo Firpo

Mostra permanecerá em exibição na sede da entidade até o final do ano

As portas do Museu Paulo Firpo foram abertas ao público pedritense na noite de ontem (18), através da exposição ‘História, Sociedade e Trabalho’, que compõe a programação de eventos alusivos aos 55 anos da instituição, celebrados no próximo dia 22. Mas engana-se quem pensa que as visitações se deram por encerradas com o fechamento dos portões: a apresentação poderá ser conferida até o final de 2023. “A gente fez essa exposição com muito esforço e muito trabalho, então ficaremos com ela até o final do ano”, comenta o museólogo Adilson Nunes de Oliveira.

Para o secretário do Desenvolvimento Econômico, Inovação, Cultura e Turismo do município, Iuri Castilhos, a mostra devolveu luz ao espaço, que retoma agora suas atividades após um hiato forçado pela pandemia. Ele ainda destacou a importância do trabalho desenvolvido pelo historiador junto à entidade: “o professor Adilson é um baluarte, um anfitrião cuidadoso, um pai do museu. Ele consegue agregar pessoas, reunir entidades aqui dentro, e há mais de 30 anos vem desempenhando esse trabalho com excelência no município”, afirmou.

Entrar no antigo casarão gera sempre uma experiência singular nos apaixonados por história. E quando a visita acontece pela primeira vez o encantamento é ainda maior. Assim foi com o jovem Gustavo Valiente, de 12 anos, que, acompanhado pela mãe, Carla Valiente, visitou pela primeira vez o museu após se deparar com o anuncio da exposição nas redes sociais. O pequeno acompanhou tudo com entusiasmo e brilho nos olhos.

Na ocasião, estiveram presentes também representantes da Associação Amigos do Museu do Rio Grande do Sul, vindos em uma caravana cultural direto da capital gaúcha para prestigiar as celebrações. Dentre os presentes, destaca-se a figura do vice-presidente da entidade, o doutor em História, Arnoldo Doberstein, que promoveu na manhã de hoje (19) uma reunião com dirigentes culturais do município, além de ministrar uma palestra sobre o acervo artístico-cultural presentes no patrimônio local através de suas esculturas.

Uma experiência em três atos

Pensada nos mínimos detalhes há alguns meses pelo historiador e museólogo Adilson Nunes de Oliveira, a mostra é dividida em três atos, espalhados em cinco salas. “A gente dividiu essa exposição em três blocos grandes: história, sociedade e trabalho. A parte da história tem da Terra do Ferro ao Campo das Flores, que conta o início da povoação [no município] e ‘A gente da rua e a rua da gente’, onde são mostrados personagens folclóricos de Dom Pedrito e fotos de como eram as principais ruas [da cidade] no passado”, explica Oliveira.

Nesta primeira etapa, uma das peças que mais chama a atenção é um painel onde são retratadas personagens da nossa terra, a exemplo de Firmina Pedrosa, o Velho do Saco, Goda, e outros tantos que ficaram eternizados no imaginário popular. Solicitada pelo próprio museólogo, a peça é fruto do trabalho da artista Rosmeri Bendlin Leon, e por incrível que pareça, foi elaborada em apenas dois dias. “Em um dia eu desenhei e no outro eu pintei”, contou Rosmeri. A artista teve como base para a construção do mural algumas fotografias dessas figuras, preservadas no acervo do museu.

Já a parte correspondente à sociedade é dividida em duas alas: a primeira delas reproduz uma sala de visitas, onde são exibidos objetos e peças de tradição, entre elas a imagem de Nossa Senhora do Patrocínio, padroeira do município, e o acervo do Barão do Upacaraí, que hoje dá nome à principal avenida da cidade. O segundo cômodo, que também corresponde ao segmento, traz itens voltados à moda da época, exibindo trajes de casamento, além de roupas e peças de beleza usadas pela alta sociedade pedritense no início do século XX.

A terceira e última sala, a maior do museu, expõe peças que remetem ao trabalho na Capital da Paz: seja no meio rural – com os primeiros estancieiros e mão-de-obra escravizada -, comercial, da saúde, educação e também da imprensa, com destaque ainda para o trabalho doméstico, com enfoque voltado à costura e a culinária.

Visitações

Mesmo funcionando apenas na parte da manhã, das 8h às 11h30, de segunda a sexta-feira, o Museu Paulo Firpo trabalha com o agendamento de visitas – para grupos mais numerosos, a exemplo de turmas escolares – também na parte da tarde. Em caso de interesse, deve ser feito um contato prévio com a instituição através do telefone (53) 3243-1641.

Confira na galeria alguns detalhes da exposição registrados da noite de ontem:

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