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Exclusivo: CC exonerado esta manhã confessa participação no esquema de venda de catacumbas

No início da tarde desta segunda-feira (17), recebemos a visita de Marçal Bastos, CC da administração municipal, que foi exonerado sob suspeita de participação no esquema de venda de catacumbas do cemitério.

Ele disse que, pela manhã, conversou com o Prefeito Lídio Bastos e confessou que em uma pequena parte teve envolvimento no esquema de venda das catacumbas, principalmente com relação a alguns familiares que o procuraram no gabinete, indicados pelo funcionário que está afastado até o final da sindicância.

Segundo Marçal, sua participação foi na venda de apenas seis catacumbas, no qual o valor negociado com as familias era de R$ 988,00, e este valor era rateado entre os dois, sendo que o funcionário tinha a responsabilidade de gerar o recibo de pagamento.

“Por sinal era um recibo muito bem feito e, posteriormente, era repassado aos familiares que haviam comprado”, disse Marçal.

“Hoje, com toda essa repercussão que está dando, estou vindo a público me identificar, pedir desculpas pelo meu ato e solicitar que as pessoas que adquiriram as catacumbas que envolvem meu nome, me procurem com o recibo, pois a partir da semana que vem estarei ressarcindo todas elas no valor integral”, destacou Marçal, acrescentando que o valor era enviado por ele para a capela, mas não era registrado nos cofres públicos.

Marçal disse também que o funcionário já vem neste esquema há vários anos. “Tu sabe que depois de chegar num determinado ponto, vira uma bola de neve que não se tem como escapar”.

Fica claro que todas as pessoas que pagaram a primeira vez, terão que fazer novamente o processo; pois da maneira que foi feita não será reconhecido pela prefeitura, motivo pelo qual Marçal está devolvendo os valores recebidos indevidamente.

“O rombo do funcionário é maior do que a minha participação, são valores altos, e, inclusive, existem comentários de pelo menos dois terrenos que foram vendidos”, disse Marçal, explicando que pela prefeitura seriam vendidos em torno de R$ 6.000,00, mas pelo que se sabe foram vendidos entre R$ 15.000,00 e 18.000,00 cada um.

Segundo ele, é perigoso dizer que existem mais envolvidos no esquema, mas que realmente poderão haver, e a própria sindicância está investigando pessoas que passaram pelo setor, e irá muito a fundo nestas denúncias.

“Eu traí a confiança do seu Lídio, pois era o assessor direto dele. O mínimo que eu posso fazer é devolver e quitar minha parte, pois sei que errei, mas quero pagar apenas pelos meus erros e onde realmente estou envolvido; caso contrário, seria acusado de coisas do qual não participei”, finalizou Marçal.

Das seis famílias lesadas, duas já entraram em contato com Marçal. As outras quatro poderão procurá-lo para que ele possa fazer o ressarcimento do valor devido.

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