Em Bagé, bancários reivindicam salários com 5% de ganho real
O presidente do Sindicato dos Bancários de Bagé e Região, Nílton Dias, informou que está previsto para ocorrer entre os dias 20 e 21 de agosto, em Porto Alegre, um encontro com o Banrisul para tratar da campanha salarial da categoria.
Quanto às negociações com a Federação Nacional dos Bancos, explicou que uma minuta foi entregue e, em breve, deve ser estabelecido um calendário de negociações. Conforme informações da assessoria de comunicação da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi – RS), as primeiras rodadas de negociação estão marcadas para os dias 18 e 19 de agosto. As reivindicações foram apresentadas pelo comando nacional à Fenaban na terça-feira. Entre as prioridades apontadas, está o índice de R$ 14,78%, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais empregos e fim das demissões nos bancos.
Dias explicou que o percentual apresentado se refere ao reajuste inflacionário mais 5% de aumento real. Esse índice deve ser alterado, uma vez que é preciso considerar os percentuais referentes à inflação dos meses de julho e agosto. Ele apontou tal demanda como prioridade na campanha salarial 2016. Ainda conforme a comunicação da Fetrafi-RS, os trabalhadores reivindicam piso com base no salário mínimo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (R$ 3.940,24) e a participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.317,90 de parcela fixa adicional; décimo quarto salário e valorização dos vales-refeição e alimentação no valor de um salário mínimo (R$ 880,00).
De acordo com dados divulgados pela Fetrafi, dos 25 setores com empresas de capital aberto avaliados pela Consultoria Economática, o setor bancário foi o de maior lucratividade no primeiro trimestre deste ano e as receitas com prestação de serviços e tarifas bancarias cresceram 6,2%, atingindo o valor de R$ 26,582 bilhões. A categoria defende de maneira veemente o emprego, como enfatizou a assessoria da federação que representa os trabalhadores. “Entre janeiro e maio deste ano, o setor bancário fechou quase seis mil postos de trabalho. Além da rotatividade, os bancos também seguem contratando o trabalhador com salário, em média, 45% menor”, garantiu.
Jornal Folha do Sul