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Editoria: antiga Força Tarefa, agora Decrab, segue firme sua luta contra os crimes no campo

O abigeato sempre afligiu os pecuaristas gaúchos – os grandes e pequenos. O crime chegava, algum tempo, a ser tratado com certa normalidade em nosso meio. Havia um sistema bem estabelecido: os criminosos abatiam os animais (bovinos e ovinos) e, normalmente, vendiam a carne na cidade. Se havia o crime, havia, também, demanda. Claro, muito da carne era vendida até para estabelecimentos comerciais. O cenário aí descrito serve para qualquer município da região da Campanha, ou em outra localidade do Estado. Em 2016, é criada a Força Tarefa de Combate aos Crimes Rurais e Abigeato. A Polícia Civil formou uma frente, comandada então pelo delegado Adriano de Jesus Linhares Rodrigues e, em seus quadros, contando (ainda conta) com o inspetor Patrício Antunes, pedritense. A Força-Tarefa conseguiu resultados expressivos investigando um crime considerado de difícil solução, desarticulando quadrilhas que atuavam de maneira diversa em vários municípios do Estado. A Qwerty Portal de Notícias esteve presente em três das mais emblemáticas: Castelo, Cooptare e Ponta da Lagoa. O trabalho positivo da Força Tarefa resultou na criação da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab), com uma das sedes estabelecidas em Bagé. Sem dúvidas um grande passo para a segurança pública e sanitária. Quem pensa que os crimes no campo ficam restritos apenas ao abigeato se engana. A prova veio nesta semana, com duas operações deflagradas pela Decrab – hoje comandada pelos delegados Cristiano Ribeiro Ritta e André de Matos Mendes, este, também titular da delegacia de Dom Pedrito -, mais especificamente, na operação denominada ‘Grande Negócio’, investigando uma série de irregularidades referente à venda de bovinos. Mas a semana para os policiais da Decrab iniciou com a operação “Ponto Extremo”, em Barra do Quaraí, desarticulando um grupo especializado em abigeato – o crime na sua forma clássica. O que começou como um grupo de investigadores hoje é uma delegacia, atuante e com um trabalho firme, garantindo não apenas a punição para os responsáveis por cometer este tipo de crime, mas a própria segurança alimentar dos gaúchos, muitas vezes comprometida pela carne de procedência duvidosa.

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