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Com mais de seis décadas, armazém de Dom Pedrito é um dos mais antigos do município

Casal Ulisses e Enir, ambos com mais de 90 anos, é visto diariamente atendendo o público

Apesar de semelhantes no fundo, cada história é única por si só. Os comerciantes e seus comércios com trajetórias de empreendedorismo que temos tido a oportunidade de conhecer e compartilhar, trazem sempre o seu tempero particular. Cada um que com elas se identifica, acaba por dar suas cores próprias, ao resgatar lembranças que, apesar de guardadas, renascem vívidas, trazem memórias de cheiros, fatos e épocas em que pessoas por lá passaram. São marcas, por assim dizer, de tempos passados. Infância, juventude e maturidade se encontram nesses balcões e seus baleiros.

A história de hoje, mesmo que breve, é a de mais um comerciante que conta em décadas o tempo de atividade. Trata-se de Ulisses Ferreira do Amaral, homem que com seus 92 anos ainda esbanja vitalidade no olhar e na memória.

O armazém fica no cruzamento das ruas Rui Barbosa e Borges de Medeiros. Nossa equipe foi recebida por seu Ulisses e a esposa, dona Enir. De começo, um pouco relutante, mas a conversa avançou e quando ele viu, já estava se abrindo e trazendo à tela mental aquelas velhas lembranças.

Ulisses conta que é natural de Dom Pedrito mesmo. Nascido na região da Encruzilhada e criado no Ponche Verde, veio para a cidade com 15 anos junto do avô, que era professor na zona rural. Primeiro filho de um casal de agricultores, teve mais três irmãos. Na sede do município trabalhou em diversas atividades no comércio, fazendo de tudo um pouco, tanto que antes de ter seu armazém próprio, ele revelou ter se aventurado na carpintaria, agronomia, e até na direção de um caminhão.

O armazém tem 61 anos, o mesmo tempo que ele a dona Enir tem de casamento. Ulisses tinha 31 anos de idade quando deu o primeiro passo no ramo dos secos e molhados. Foi em uma garagem próxima, que depois de uns quatro anos deu lugar ao comércio que ficou conhecido naquela esquina central. Por ser uma das regiões mais antigas da cidade, muitas das casas no entorno se conservam praticamente as mesmas.

No interior, alguns itens chamam a atenção, como o baleiro sobre o balcão, uma geladeira de quatro portas e uma caixa registradora, a denunciar a longevidade do empreendimento.

Com seu trabalho o casal criou os três filhos – dois homens e uma mulher. Dona Enir trabalhou por muito tempo com confecção de roupas – modista era o termo utilizado à época. Hoje os dois são aposentados e prosseguem com as atividades no armazém, mais para terem uma atividade.

E aí. Você tem alguma lembrança junto desse armazém? Conta pra gente nos comentários

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