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Com mais de 60 anos de atividade, Hélio Arrué mantém viva a tradição dos mercados de bairro

Comerciante é um dos mais antigos ainda em atividade no município de Dom Pedrito

61 anos – esse é o tempo em que um comerciante de Dom Pedrito está à frente de seu armazém. Fica lá na esquina das ruas Moreira Cesar e Sete de Setembro. Seu Hélio Arrué coleciona histórias e, certamente está na memória de muita gente que ao longo dessas seis décadas passaram por sua venda.

Uma curiosidade

O nome dele não é Hélio como a maioria das pessoas o conhece. Na verdade, até a adolescência, o próprio comerciante ignorava esse detalhe. Explicamos: Acontece que nosso personagem teve um irmão gêmeo que não sobreviveu depois do parto. Este se chamaria Hélio e ele, Florêncio. Decidiu-se, então, que ele carregaria o nome do irmão, ficando Hélio Florêncio Fonseca Arrué. Seu pai, no entanto, por circunstâncias ignoradas, não acrescentou esse nome por ocasião do registro, mas o nome pegou mesmo assim.

Então, por questões práticas, vamos chamá-lo de Hélio. Ele é pedritense de e carrega o sobrenome Arrué, bastante conhecido no município. Em 2023 completará 85 anos, dos quais, 61 foram dedicados ao seu comércio.

Um pouco mais de história

Ele nasceu em 1938 em uma casa em frente à nova estação ferroviária. Filho único de Herodiano e Florisbela, depois de um tempo se mudou para uma área atrás do cemitério (que na época era campo). Seu pai, Herodiano Arrué, era dono de um matadouro naquela região e fornecia carne para diversos estabelecimentos na cidade. Foi nesse ramo que ele desempenhou suas primeiras atividades profissionais. “Me criei ali onde é a Vila Arrué. Nós tínhamos tambo, eu ajudava a carnear… Naquele tempo só tinha a nossa casa e o matadouro”, relembra Hélio. O local ficava onde hoje está a unidade de transbordo da empresa Ansus. Não é à toa, portanto, que a vila e a escola naquela região carregam o nome e o sobrenome de seu pai, respectivamente. Com a mudança das regras sanitárias, a família deixou a atividade e comprou a esquina onde mais tarde inaugurou seu comércio.

O armazém

As atividades no armazém começaram em 1961. Em 1962 casou-se com Aira. Do matrimônio nasceu o único filho do casal, o não menos conhecido engenheiro civil Cláudio Arrué – servidor público da prefeitura de Dom Pedrito e nome bastante ligado à política local.

Hélio recorda que antes do surgimento das grandes redes de supermercado, as pessoas costumavam vir da campanha e fazer o rancho para o mês inteiro, e confirma uma tradição desses remotos anos – a famosa livreta, costume que ainda conserva, mas com raros e fieis clientes. No interior do estabelecimento, prateleiras lotadas de tudo um pouco – gêneros alimentícios, enlatados, frutas e verduras, pães e bolachas, bebidas e doces que enchem os olhos da criançada. No balcão, não falta o antigo e tradicional baleiro que, ao rodar, reaviva as mais caras memórias de diferentes gerações. Hélio conta que até tem uma calculadora, mas prefere fazer as contas no papel ou de cabeça. Mesmo aposentado, não pensa em parar e pretende seguir atrás do balcão por muito tempo.

E você, lembra de do seu Hélio?

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