Carlos Amaral Freire recebe reconhecimento póstumo
Professor, tradutor e escritor, o pedritense era tido como “o maior poliglota do mundo” pelo domínio de 150 idiomas, aprendidos de forma autodidática

Considerado como “o maior poliglota do mundo”, o professor, tradutor e escritor pedritense, Carlos do Amaral Freire recebeu, na última semana, o reconhecimento póstumo com o título de patrono do Movimento Poliglota do Brasil. Formado em letras (neolatinas e anglogermânicas) pela PUC-RS, Freire dominava 150 idiomas, aprendidos de forma autodidática.
Nascido em Dom Pedrito no dia 27 de outubro de 1932, foi eleito como um dos maiores eruditos do século XXI pelo Centro Biográfico da Universidade de Cambridge. Em sua vida profissional, atuou como intérprete e tradutor na Petrobras (RJ) e também na Secretaria Estadual de Negócios Internacionais, em Porto Alegre, no governo de Jair Soares.
Freire foi diretor do Centro de Estudos Brasileiros, em La Paz, na Bolívia, e do Centro Cultural Uruguaio Brasileiro, em Montevidéu. Como escritor, publicou dois livros: Quéchua y aymara – dois estudos contrastivos (1987), e a antologia Babel de Poemas (2004), que reúne poesias de diversas línguas traduzidos por ele.
Carlos do Amaral Freire morreu no estado de Santa Catarina, onde vivia, no dia 17 de outubro de 2020, aos 89 anos. Como homenagem, e cumprindo um desejo que ele sempre expressou em vida, suas cinzas deverão ser trazidas à Capital da Paz.