Administrador da Capela reassume cargo após esquema de venda de catacumbas ser descoberto em Dom Pedrito

Após um esquema de venda de catacumbas ser descoberto e o administrador da Capela Municipal, Lenon Pahim, comprovar que era inocente; o mesmo acabou reassumindo seu cargo na manhã desta sexta-feira (14). Pahim havia sido comunicado de sua exoneração na manhã de terça-feira (11) porém, não assinou nenhum documento.
Ainda na terça-feira, em entrevista à Qwerty Portal de Notícias e ao Jornal Ponche Verde, Lenon não sabia o motivo de sua exoneração porém, logo depois, acabou descobrindo que havia chegado ao conhecimento da administração municipal o fato de que catacumbas estariam sendo vendidas de forma ilegal e que Lenon, por ser o administrador da capela, seria o principal suspeito de tal fato.
Ele conseguiu juntar provas e se mostrou inocente para o prefeito. Inclusive, Lenon reuniu famílias que haviam comprado catacumbas de um servidor que foi afastado nesta quinta-feira (13). “O prefeito se desculpou comigo, perguntou se eu queria ser testemunha na sindicância que será aberta na próxima semana e eu disse que sim. Então, ele me convidou para reassumir o cargo e eu acabei pensando melhor e decidi aceitar”, declarou Lenon, em entrevista à Qwerty Portal de Notícias.
Nossa reportagem teve acesso há, pelo menos, seis nomes de pessoas já falecidas dos quais seus familiares teriam adquirido catacumbas de forma irregular, mas provavelmente sem saber que estavam sendo vítimas de um esquema ilegal. De imediato, fizemos algumas averiguações e descobrimos alguns familiares destas pessoas já falecidas, não sendo necessário ir adiante, pois o administrador comprovou as denúncias e provou inocência.
O esquema de venda de catacumbas
Informações dão conta de que o funcionário, já afastado, vendia as catacumbas por cerca de R$ 3 mil e recebia o dinheiro. Após a venda, ele cadastrava no sistema que ele tinha acesso na secretaria da Capela Municipal. O administrador acredita ainda que existam mais pessoas envolvidas neste esquema de vendas de catacumbas e que as pessoas que compraram não são culpadas, e sim vítimas.