
O cachorro Ovelheiro tem uma população significativa nas estâncias do Pampa Santanense, excelente para lidar com ovelhas e hoje também tem habilidades para lidar com o gado.
Esta raça foi originada no Rio Grande do Sul ao acaso, sem qualquer planejamento que não fosse a utilidade em serviço.
Há duas hipóteses para sua origem: a mais difundida se baseia em características físicas e comportamentais da raça, assim como também tem um contexto histórico provável, e diz que o ovelheiro gaúcho descende de cães de pastoreio sem raça específica do Rio Grande do Sul e também das raças Border Collie e Rough Collie, sendo que estes últimos chegaram com os colonos europeus no século XIX,[2] quando os campos gaúchos foram sendo enriquecidos com animais de fazenda, como bois, cavalos e ovelhas.
O border collie teria chegado ao Rio Grande do Sul na década de 1950, juntamente com uma importação da Austrália de um rebanho de ovelhas da raça merino para o município de Uruguaiana, e posteriormente estes cães foram introduzidos em Pelotas. E os Rough Collie chegaram primeiramente no final do século XIX com imigrantes europeus e posteriormente, no início do século XX, além de chegarem com imigrantes europeus, esta raça também teria sido importada por estancieiros que queriam modernizar as técnicas de manejo com rebanhos em suas propriedades.
A segunda hipótese levantada é mais recente e se baseia em um estudo histórico, morfológico e comportamental da raça.
Segundo o estudo, o ovelheiro gaúcho descende de cães de pastoreio sem raça específica da região e também descende das raças Rough Collie, Cão da Serra da Estrela e Pastor Alemão.
Fonte: Cláudio Coronel.